Fevereiro 20, 2018 nervoxol

O que é neuropatia periférica?
As neuropatias são lesões que atingem os nervos periféricos e que se estendem da medula até as extremidades do corpo. Ocorrem em 2% da população geral e em pessoas com mais de 50 anos pode chegar a 8%.

 

Quais os sintomas?
Os sintomas mais comuns são os sintomas motores, como a perda de força, alterações da destreza, incapacidade de realizar movimentos mais elaborados, alteração da caminhada e até desequilíbrio.
Existem também os sintomas sensitivos, como a diminuição da sensibilidade tátil (paciente não sente quando é tocado determinado local), dolorosa (o local fica parecendo anestesiado) ou hipersensibilidade com dor neuropática (excesso de dor ou sensibilidade em determinado local) e até formigamentos, sensação de queimação e dor aguda.
Existem manifestações no funcionamento do corpo como descontrole da pressão arterial, do suor, do lacrimejamento, alteração da temperatura entre outros. Todos os sintomas dependem do nervo periférico afetado e da sua causa.

 

Quais as causas mais comuns?
Uma das causas mais freqüentes de neuropatia periférica é a diabete. Ela se manifesta principalmente com dor e queimação nos pés, na maioria das vezesno período noturno, mas pode se manifestar com dor generalizada, lombar, etc…
No Brasil, infelizmente há uma grande incidência da neuropatia devido a Hanseníase, também conhecida como Lepra, e é muito comum mas pouco diagnosticada.Felizmente é uma doença que tem tratamento e cura na maioria das vezes.
Outras causas incluem:
– a desnutrição devido à pobreza ou falta de vitaminas,
– as doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistêmico e a poliradiculoneurite crônica,
– as neuropatias degenerativas com fator hereditário,
– os traumas por acidentes,
-os traumas por movimentos repetitivos como a Síndrome do Túnel do Carpo

Qual o melhor Tratamento?
O tratamento depende do quadro clínico do paciente e sua causa. O tratamento medicamentoso deve focar no controle da dor, quando presente. Em grande parte dos casos são utilizadas medicações para dor crônica, como antidepressivos e anticonvulsivantes. Em todos os casos é imprescindível o acompanhamento de um médico, pois a medicação adequada é essencial para a melhora dos sintomas. Nos casos em que o paciente não apresenta sintomas e nem sequelas devido às alterações neurológicas, o médico auxilia na prevenção de complicações. Em alguns casos mais graves pode ser necessária a realização de cirurgias a fim de eliminar ou diminuir a condição.