Fevereiro 20, 2018 nervoxol

Se você está com formigamento nos membros (mãos e pés), talvez precise procurar um Neurologista

Nosso Sistema Nervoso é composto pelo cérebro, medula espinhal e uma grande rede de nervos periféricos. Eles enviam todas as ordens motoras para os músculos de todo o corpo.  Quando a integridade do nervo está alterada podem surgir formigamentos, dores em choque, perda de sensibilidade e até fraqueza muscular.

Neuropatia Periférica é um conjunto de doenças que causam danos nos nervos periféricos. Os motivos são variados: diabetes, álcool, trauma por acidente, etc. Um diagnóstico cedo ajuda a estabelecer a causa da disfunção e evita danos mais graves ou até mesmo irreversíveis.

Os nervos são estruturas muito sensíveis e podem ser afetados por trauma, medicamentos, uso de álcool, doenças sistêmicas como a diabetes, o hipotireoidismo, além de doenças genéticas e infecciosas. Um diagnóstico preciso é fundamental a fim de evitar uma sequela neurológica.

O problema pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comuns em pessoas com mais de 50 anos. Os sintomas são variáveis de acordo com a causa e a intensidade. O mais típico é o aparecimento de alteração sensitiva iniciando nos pés e subindo, como um formigamento, sensação de queimação ou perda de sensibilidade.

O quadro pode ser agudo ou mais crônico, piorando em meses ou anos. Muitas pessoas ignoram os sintomas iniciais e só procuram ajuda quando apresentam dificuldade para andar, feridas no pé, quando não tem mais sensibilidade ou quando os membros superiores são atingidos. Nestes casos, a recuperação pode não ser mais a mesma. A neuropatia periférica é geralmente a ponta de um Iceberg, existem doenças ou deficiências piores por trás dela, como a carência de vitamina B12, um problema de tireoide, a presença de um medicamento tóxico, uma diabetes mais avançada, um tumor oculto, etc. É muito recomendado procurar um Neurologista na fase de formigamentos para tentar barrar o processo e auxiliar o corpo como um todo.

Para investigar a causa são necessários exames de sangue e um exame chamado eletroneuromiografia que estuda a condução elétrica do nervo e visa identificar o tipo, a distribuição e a intensidade da lesão.

O tratamento é dividido em 4 partes:

1)    Tratar a causa  (em 30% dos casos a causa pode permanecer desconhecida)

2)    Medicamentos para diminuir sintomas

3)    Reabilitação física especializada (fisioterapia, exercícios específicos)

4)    Cuidados com o membro afetado

Trata-se de um problema de fácil detecção, investigação e com tratamento efetivo, principalmente em casos iniciais e com causa conhecida. As soluções existem e são de fácil acesso.